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DAVI NARRANDO Depois da concessionária, Roma me levou direto pra empresa. Só de ver o prédio de longe, aquele bloco de vidro e aço com meu sobrenome em cima, já deu um aperto esquisito no peito. Metade orgulho, metade medo. — Qualquer coisa eu fico aqui embaixo te esperando, senhor. — o Romeu falou. — Não. — corrigi. — Vai fazer as corridas normais. Quando eu quiser ir embora, eu te mando mensagem. Ele assentiu, respeitoso, e foi. Eu fiquei alguns segundos só olhando a fachada. Porta giratória, recepção, elevador, tudo eu já fazia no automático agora. Eu sabia o caminho, só tinha esquecido a sensação de estar aqui dentro. Quando as portas do elevador abriram no meu andar, o cheiro de café e perfume caro me acertou na cara junto com um monte de monitor ligado e telefone tocando. Meu m

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