JOSEPH NARRANDO A conversa foi ficando mais baixa sem que a gente percebesse. Não porque faltavam palavras pelo contrário mas porque algumas verdades pedem silêncio pra poder existir. O barulho da água da piscina era o único som constante. A luz suave refletia no azul, desenhando sombras lentas no chão. A noite tava morna, confortável, dessas que não exigem pressa. Fiquei olhando pra ela por um instante a mais do que o normal. Marlene estava sentada ali do meu lado com uma tranquilidade rara. Não tinha pose, não tinha cobrança, não tinha expectativa escondida. Era só presença. De verdade. Daquelas que não tentam ocupar espaço, mas acabam ocupando tudo. Ela percebeu meu olhar e virou o rosto devagar. Não perguntou nada. Não precisou.O clima simplesmente aconteceu. Cheguei um pouco mai

