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JOSÉPH NARRANDO Eu fiquei parado na sala do Davi, olhando a porta se fechar atrás da Marlene, sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. “Quando você resolver a sua vida, você me procura. Enquanto você ainda for casado, eu não quero mais nada com você.” As palavras dela batiam na minha cabeça como se alguém tivesse dado play em um áudio infinito. Ela foi firme. Não tremeu. Não implorou. Não pediu pra eu escolher. Ela escolheu por ela. E por incrível que pareça… eu não conseguia nem culpar. Ela tava certa. Passei a mão no rosto, cansado. O perfume dela ainda tava no ar. O gosto daquele beijo ainda tava na minha boca. A imagem dela entrando no restaurante toda arrumada, rindo comigo… e depois avançando em cima da Lúcia como uma leoa defendendo a própria cria. Marlene tinha mais digni

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