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DAVI NARRANDO A Isabela entrou no quarto com a bandeja equilibrada nos braços, concentrada, do jeitinho que ela fica quando tá levando coisa quente. Eu me ajeitei melhor na cama, subi um pouco o encosto, e ela encaixou a bandeja no meu colo com todo cuidado, como se aquilo fosse um ritual importante. Depois sentou do meu lado, puxou um travesseiro, apoiou nas costas e ficou com o prato dela na mão, confortável como se aquela cena fosse a coisa mais normal do mundo. Eu olhei aquilo e comecei a rir. — Se alguém me falasse que um dia eu ia almoçar sentado na cama, com bandeja no colo, eu ia rir da cara da pessoa — falei, balançando a cabeça. Ela deu de ombros, rindo também. — Pois é, a vida muda, né? — disse, como se fosse a coisa mais simples do mundo. O cheiro do risoto de camarão tav

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