ISABELA NARRANDO A gente ainda tava no carro quando eu vi a Torre ao longe, piscando inteira, dourada, como se estivesse viva. — Davi… — falei, puxando a manga da camisa dele, igual criança quando vê brinquedo novo. — A gente pode ir lá tirar foto? Ele olhou pra mim, depois olhou pra frente, e deu aquele sorrisinho de canto que eu já conhecia bem. — Pode. — respondeu simples. — Claro que pode. E virou o volante sem nem pensar duas vezes. O carro deslizou pelas ruas de Paris como se a cidade fosse cenário de filme. Tudo iluminado, prédio antigo, gente andando devagar, rindo, vivendo. Eu tava grudada no vidro, olhando tudo com aquele sorriso que não cabia mais na cara. Não era deslumbramento de luxo — era felicidade mesmo. Daquelas que vêm sem pedir licença. — Eu nunca pensei que foss

