Ele se sentou na poltrona à minha frente com calma, a bengala apoiada ao lado, mas o olhar cansado dizia tudo. — Eu sei — respondeu. — E é justamente por isso que eu vim. Passei a mão pelo rosto, nervoso. — Ela tá mandando e-mail pra investidor da minha empresa. — falei, sentindo o maxilar travar. — Investidor meu. Contrato meu. Ela não tem autorização pra isso. Nenhuma. Ele suspirou pesado. — Davi… sua avó perdeu completamente a noção. — disse, firme. — Hoje cedo ela reuniu parte da família na minha casa. Primos, tios, gente que m*l vê você há anos. Fez uma reunião como se estivesse tratando de um conselho de guerra. Meu estômago revirou. — Reunião pra quê? Ele me encarou com seriedade. — Pra falar da Isabela. Eu senti o sangue gelar e ferver ao mesmo tempo. — Como assim? — min

