E naquele momento, ali, no centro da mesa, rodeado de gente que trabalha comigo há anos, vendo a mulher que eu amo rir com a mãe, comer com vontade, passar carne pra um funcionário e perguntar do filho dele… eu entendi que nem tudo se resolve com regra. Tem coisa que a gente só aprende vivendo. E ela tava vivendo. Do jeito dela. Todo mundo comeu, bebeu, riu, se lambuzou de maionese, e eu fiquei ali, quieto. Observando. Quando as empregadas começaram a recolher os pratos, a Isabela tentou levantar, toda prestativa, dizendo que ia ajudar a levar as bandejas. Na hora que ela colocou a mão na mesa pra se erguer, eu segurei o pulso dela com firmeza. Ela me olhou, e eu só balancei a cabeça. Ela entendeu na hora e voltou a sentar ao meu lado, do jeitinho dela — cruzando as pernas, jogando o c

