Isabela tava encostada no batente da porta, só de calcinha, cabelo todo bagunçado, peito nu, braços cruzados embaixo dos s***s, empinando mais ainda. A cara dela era melhor ainda: sobrancelha arqueada, boca torta num meio sorriso indignado. — Eu ouvi tudo, Montezano. — ela disse, firme. Congelei. Fiquei com o telefone parado na orelha, sem saber se falava com a minha mãe ou com a mãe do meu filho primeiro. — Davi? — a voz da Helena ainda vinha do outro lado. — Tá me ouvindo? Levei o celular um pouco pra longe da orelha. — Mãe, depois eu te ligo, tá? — falei rápido. — Isa acordou aqui, depois a gente se fala com calma. — Manda um beijo pra ela! — Helena quase gritou. — Diz que eu amo vocês dois, e… — Tá bom, tá bom — ri. — Beijo. Desliguei. Fiquei encarando a Isa na porta, com aque

