DAVI NARRANDO Na volta pra casa eu já tava mais cansado do que se tivesse corrido uma maratona. Cabeça cheia de número, de contrato, de p***a toda, corpo tenso, ainda com o resto da adrenalina da treta na empresa e daquela confusão inteira no banheiro. Só que, mesmo assim, minha mente tava mais focada em duas coisas: na Isabela ali do meu lado… e no Júnior, lá na frente, pagando de motorista simpático demais. Ele tinha ficado lá na garagem da empresa o tempo todo, esperando, e quando a gente apareceu de volta, já chegou com aquele sorrisinho: — E aí, Davizão, foi tranquilo? Eu só respondi com um “foi” seco, do jeito que ele já entendeu que era pra ficar na dele. A Isabela ajudou a montar a cadeira, me colocou no carro, ajeitou o cinto, entrou do meu lado, e ele deu a partida. O proble

