ISABELA NARRANDO Eu já tava quase dormindo de tanto que a gente tinha feito nada. A TV ligada num filme qualquer, o quarto meio escuro, só o abajur aceso. Eu deitada de lado, enfiada no peito do Davi, a mão dele descansando na minha barriga, meus dedos fazendo carinho na barba dele. A perna dele esticada, com a almofada por baixo, porque ele tinha reclamado de uma dor chata mais cedo. Eu tinha massageado, alongado, feito tudo que eu já sabia pra aliviar. Ele fechou os olhos na hora, suspirando fundo. — Melhorou? — perguntei baixinho. — Um pouco. — respondeu, voz rouca. — Continua, doutora. — Doutora nada, ainda sou estudante. — ri, apertando um ponto na lateral da coxa. — Ai, desculpa. — Não, continua aí. — ele murmurou. — Se doeu é porque pegou. Depois de um tempo, ele se ajeitou

