ISABELA NARRANDO Eu puxei a Kelly pela mão, rindo, porque a cara dela já denunciava tudo antes mesmo de ela abrir a boca. — Vem — falei animada. — Vou te mostrar a casa inteira, senão você vai ficar parada na sala olhando pro teto até amanhã. Ela ainda tava meio estática, olhando em volta, como se tivesse entrado num filme. — Amiga… — ela sussurrou. — Isso aqui não é uma casa. Isso aqui é um resort particular. Sorri. Já tinha me acostumado um pouco com aquilo tudo, mas ainda sentia o impacto. A diferença é que eu já não me sentia deslocada. Aquela casa, de algum jeito, também tinha virado minha. Começamos pela sala principal. Um salão enorme, pé-direito altíssimo, janelas de vidro do chão ao teto, cortinas automáticas de um tecido finíssimo, claro, elegante. O sofá era gigante, de co

