Senti o medo, o desejo, a dúvida, o absurdo daquilo tudo acontecendo depois de anos sem ele permitir isso a ninguém. — Davi… me olha — murmurei, e ele obedeceu de um jeito que fez minha pele inteira arrepiar. Eu alisei o piru dele com muita vontade, apertei o saco devagar ali onde ele é mais sensível, onde cada toque parece acordar alguma coisa adormecida. A pele dele tremeu. Literalmente tremeu. — Tá tudo bem? — perguntei, mesmo sabendo que não estava. Ele estava à beira de perder o controle e isso assustava ele mais do que deveria. — Continua… — ele disse rouco, quase sem voz. E eu continuei. Deslizei a palma da outra mão pela lateral do quadril dele e senti o corpo reagir forte, rápido, involuntário. A respiração dele ficou curta, quente, abafada, como se estivesse tentando prender

