DAVI NARRANDO A foto dela apareceu na minha tela tão rápido que eu nem percebi que tinha clicado no status. Tava ali linda. Cabelo ainda meio úmido, sorriso solto, taça de vinho na mão, sushi na mesa. Um retrato perfeito da vida dela longe de mim. E eu senti uma fisgada no peito. Aquele incômodo irritante, aquela pontada de ciúme que eu não admitiria nem sob tortura. Mas o pior não foi a foto. O pior foi o tempo de visualização. Eu vi na hora. E ela viu que eu vi. E mesmo assim… Nada. Nenhuma mensagem. Nenhuma gracinha. Nenhum “cheguei”, “boa noite”, “olha eu aqui”. Eu respirei fundo, tentando não perder a cabeça. Mas já tinha perdido. Levantei da cama com uma raiva que nem fazia sentido, rodei até a cômoda, peguei aquela caixinha de remédios que ela deixou organizada como se eu fosse

