100-2

688 Words

— Vamos te botar na cadeira — ela disse, ajoelhando ao meu lado. Minha mãe já tava ali também, aflita, segurando meu ombro, tentando ajudar, mas era nítido: as duas juntas não tinham força suficiente pra me erguer daquele jeito. Eu senti o braço da Isabela tremendo quando ela tentou me puxar. Vi minha mãe tentar levantar pelo outro lado. Nenhuma das duas conseguiu me mover sequer dois centímetros. — Meu Deus, filho… — minha mãe murmurou, desesperada. — A gente precisa de ajuda, vai ter que chamar alguém. A Isabela já estava pensando rápido isso nela era automático, natural. Ela levantou num pulo, limpando os fios de cabelo que tinham caído no rosto: — Vou chamar o Júnior. Eu não sei por que a raiva subiu de novo. Talvez por orgulho, talvez pelo cansaço, talvez pela humilhação de ter

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD