Brindamos. — Você não acha que já bebeu demais hoje? — ela perguntou arqueando uma sobrancelha enquanto encostava a taça nos lábios. — Não. — respondi na lata. — Eu bebi três chopes e o resto foi tudo água. Mais água do que cerveja, inclusive. Ela me deu aquele olhar de desconfiança. — Tem certeza? — Absoluta. Ela bebeu devagar, saboreando, como se ainda estivesse processando o fato de estar ali comigo, num quarto de hotel que provavelmente custava o dobro do salário mensal dela. O clima começou a mudar. A energia entre nós… ficar densa. Carregada. Quente. Ela olhou pra mim meio rindo, meio brava. — Você é maluco. Você foi na Rocinha atrás de mim. Na Rocinha, Davi! Como é que você conhece o dono da Rocinha? Eu sorri devagar, passei a mão no queixo, encostei o corpo para trás n

