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879 Words

— Ela não cuida de mim, vó. — falei firme. — A gente cuida um do outro. Houve um pequeno silêncio do outro lado. Raro. Muito raro. — Claro, claro… — ela respondeu, retomando o controle. — De qualquer forma, estou ansiosa. Avise à sua mãe que chego em breve. — Aviso sim. — Ah, Davi… — ela completou, antes de desligar. — Estou levando um vinho especial. Espero que o jantar esteja à altura. Sorri sem humor. — Vai estar, vó. Boa viagem. Desliguei o telefone e fiquei alguns segundos parado, olhando o trânsito à minha frente. Minha avó não fazia ideia de quem era a Isabela. Não fazia ideia da origem dela, da história, do jeito simples, da verdade crua que ela carrega. E, pela primeira vez, isso não me deu medo. Deu vontade de proteger. Engatei a marcha e segui pra casa, com uma certeza

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