O avô do Davi. Ele vinha devagar, apoiado na bengala, charuto apagado na mão, postura firme apesar da idade. Não havia pressa nele. Nunca houve. Quando chegou perto, estendeu a mão pra mim. Eu segurei na hora, com respeito. — Isabela — ele disse, olhando direto nos meus olhos. — Me desculpe por qualquer coisa que tenha acontecido hoje. Aquilo me pegou desprevenida. — O senhor não precisa… — Preciso, sim — ele interrompeu, com gentileza, mas firme. — Porque eu vi. Vi você desconfortável em alguns momentos. E isso não vai se repetir. Ele segurou minha mão com as duas agora. A bengala apoiada no braço, o corpo levemente inclinado pra frente. — Eu te dou a minha palavra — continuou. — Enquanto eu estiver vivo, você não vai ser tratada como alguém menor nessa família. Nunca. Meus olhos

