Dei partida no carro com força e segui em frente, passando pelo portão enquanto os moradores finalmente conseguiam circular. Vi pelo retrovisor alguns olhares curiosos, outros julgadores. Que olhem. Eu não devo satisfação a ninguém. Dirigi pelo condomínio com o estômago embrulhado. Cada rua que eu passava me lembrava que aquele lugar já foi meu. Que aquela casa já foi minha casa. Que aquela vida… agora tinha outra mulher ocupando. Quando parei o carro em frente à mansão, meu coração bateu diferente. Não de saudade. De raiva. Respirei fundo antes de descer. — Calma, Bianca — falei pra mim mesma. — Você só veio buscar o que é seu. Mas no fundo eu sabia: não era só isso. Era sobre não aceitar ser apagada. Era sobre não aceitar que outra mulher estivesse sentada à mesa do café, dando orde

