DAVI NARRANDO A porta m*l tinha se fechado atrás do Fábio quando outra se abriu com aquele estrondo típico de gente que acha que o mundo inteiro está esperando a entrada dela. Eu nem precisei olhar para saber quem era. O perfume doce demais, forte demais, caro demais, já denunciava a desgraça que estava por vir. Mas quando levantei o olhar, confirmando minhas suspeitas, minha vontade foi simplesmente desligar a p***a da luz da sala e fingir que ninguém estava ali. Bianca entrou como se fosse dona do prédio inteiro, com um vestido colado, maquiagem nova, cabelo arrumado e aquele salto que ecoava igual martelada na minha paciência. Ela estava com a expressão típica de quem veio caçar confusão — sobrancelha arqueada, queixo erguido, peito estufado. O olhar dela caçou o meu, e eu vi instanta

