Era como se meu corpo estivesse… respirando de novo. Cada degrau parecia dizer “vai, Helena, agora vai”. Não era milagre, não era cura, não era reversão de tragédia nenhuma — mas era a primeira a******a que o meu filho dava pro mundo desde o acidente. E tudo porque aquela menina entrou na vida dele chutando a porta sem nem perceber. Quando cheguei no andar de baixo, entrei direto no quarto onde estamos mantendo as coisas dele provisoriamente. A porta abriu e o ar estava pesado, abafado, sem luz. De novo ele tinha fechado tudo. Meu coração apertou, mas logo na sequência eu lembrei: ele está lá fora. Ele saiu. Ele deixou sair. Então comecei a arrumar o quarto como mãe faz, mesmo quando o filho já é homem feito. Abri a cortina toda, deixando o sol entrar com força, espantando aquele clima

