E eu fiquei puto na hora. Olhei um por um. Fechei a cara. E juro por Deus, quem não baixou a cabeça tomou um olhar tão torto que virou de costas na hora. Eu parecia até segurança de boate expulsando bêbado. Ninguém ali ia olhar pra Isabela com cara de deboche ou de fofoca. Ninguém. Ela percebeu. Me olhou de canto de olho. E sorriu. Um sorriso pequeno, discreto, mas que bateu no meu peito como tiro certeiro. Chegamos na porta da minha sala. Meu pai, Fábio, Henrique e mais dois diretores estavam lá dentro, conversando baixo, cochichando, provavelmente tentando adivinhar se eu tinha matado alguém no corredor. Eu entrei, a Isabela veio atrás, e a sala se calou. Eu voltei pro meu lugar atrás da mesa, girando a cadeira devagar, posicionando o corpo no ângulo certo pra que as pernas ficassem e

