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DAVI NARRANDO Eu tava sentado ali, com o prato quase limpo pela segunda vez, olhando pra Isabela comer como se aquele almoço fosse um evento. E, de certa forma, era mesmo. Não pelo luxo, não pela mesa bonita, não pela casa enorme — mas pelo jeito simples e feliz que ela fazia tudo parecer normal. Real. Vivo. Ela falava de comida com uma empolgação que eu não lembrava de ver em ninguém fazia tempo. Comentava do feijão, da gordura do contrafilé, da batata fininha crocante, da farofa no ponto certo, como se aquilo fosse assunto sério — e pra ela era. E eu ficava ouvindo, rindo por dentro, porque metade das coisas que ela falava eu nunca tinha parado pra prestar atenção na vida. Mocotó. Dobradinha. Mexido. Coisas que eu já tinha ouvido alguém citar de longe, mas que nunca despertaram inter

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