245

1620 Words

ISABELA NARRANDO Depois daquele enjoo todo, eu apaguei. Não foi aquele sono tranquilo de filme, não. Foi um apagar mesmo. Corpo cansado demais, cabeça cheia demais. Lembro vagamente do Davi me ajudando a deitar, do copo d’água, do gosto amargo do remédio na boca depois disso, nada. Dormir virou um refúgio. Quando acordei, o quarto já tava claro. Cortina aberta o suficiente pra deixar o sol entrar sem pedir licença. Virei pro lado por instinto… e a cama tava vazia. Passei a mão pelo lençol ainda meio quente do lado dele. — Claro… — murmurei pra mim mesma. — Fisioterapia. O Davi sempre acordava cedo quando tinha sessão. Às vezes eu nem sentia ele sair, mas naquele dia senti a ausência como se o quarto tivesse ficado grande demais de repente. Fiquei alguns minutos deitada, encarando o t

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD