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JOSEPH NARRANDO Depois que o Davi e a Isabela saíram, a casa ficou grande demais. Silenciosa demais. Daquelas que ecoam pensamento. Olhei pela janela por alguns segundos, vi o portão fechar lá embaixo e respirei fundo. Eu podia voltar pro quarto, podia ligar pra alguém, podia fingir que nada tinha acontecido. Mas eu já tinha passado da fase de fingir. Virei pra Marlene. — Vamos dar uma volta? — perguntei simples, sem rodeio. — Só nós dois. Ela me olhou surpresa por meio segundo… e sorriu. — Vamos. Peguei a chave do carro que quase não uso mais. Um desses sedãs silenciosos, caros, que deslizam na rua como se não tocassem o chão. Ela entrou no banco do passageiro ajeitando o vestido florido, simples, mas bonito nela. Bonito de verdade. Não de vitrine. Saímos devagar. Não coloquei mú

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