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DAVI NARRANDO Depois que eu vi aquele desfile de sacola subindo a escada, aquele closet praticamente implorando por espaço, eu fiquei foi feliz. Feliz de um jeito simples, tranquilo. Ver a Isabela animada, rindo, escolhendo roupa como quem finalmente se permite viver… isso me acertou num lugar bom. Eu passei tempo demais parado, congelado numa rotina que era só sobreviver. Agora as coisas estavam andando — mesmo comigo sentado numa cadeira. Foi aí que eu falei: — Tá na hora da fisioterapia. Ela parou no meio do quarto, me encarou com a sobrancelha arqueada. — Que fisioterapia? Sorri de canto. — A fisioterapia. — Ué, você não tinha dispensado o fisioterapeuta? — Dispensei. Aquele. — fiz questão de frisar. — Já arrumei outro. Eu que escolhi. Ela abriu um sorriso daqueles que ilumin

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