ISABELA NARRANDO Eu saí do quarto do Davi com a alma querendo voltar pra dentro e o corpo correndo pra frente. Juro por Deus que eu senti meu rosto pegando fogo. Eu tava morrendo de vergonha só de existir naquele corredor. A qualquer momento alguém ia surgir do nada dizendo: “Dormiu com o patrão, né, Isabela?” Eu já tava ensaiando uma desculpa que nem eu acreditava quando virei pro lado da cozinha. E lá estavam elas. As três mosqueteiras do serviço da manhã: a cozinheira, a menina da limpeza e a outra que sempre aparece do nada quando tem fofoca no ar. As três pararam o que estavam fazendo assim que me viram entrar. E sorriram. Não. Sorriram NÃO. Elas riram. Riram gostoso. Riram alto. Riram de corpo inteiro. — O que foi, gente?! — perguntei já querendo derreter igual manteiga qu

