ISABELA NARRANDO Eu tava ali no meu camarote, encostada na grade, olhando a multidão dançar, o MC gritar, a fumaça subir mas, na moral? Meu corpo tava no baile, mas minha cabeça tava longe. Longe dele. Mas eu tentava me convencer: “Isabela, você não gosta de bandido. Para de olhar pra baixo. Curte a p***a do baile.” Porque, se dependesse do Jefão, eu não teria um minuto de paz. O homem já tinha vindo falar comigo TRÊS vezes. Três. E sempre com aquele mesmo sorriso de dono do morro, aquela energia de macho alfa que acha que manda em todo mundo. Ele chegava todo suado, sem camisa, cheio de ouro pendurado no pescoço, voz grossa, cheiro de perfume forte misturado com cheiro de pólvora. — Tá gostando do baile, princesa? Fica à vontade, o camarote é teu. — ele insistia. Eu sorria por educ

