Isa - Continuação Ele se recostou um pouco no banco, os olhos ainda presos em mim. — Então… — ele disse, mais baixo. — Vou te perguntar de um jeito diferente. Você quer subir de novo? Quer voltar lá pra cima, pro camarote, fingir que eu não existo e dançar até o dia amanhecer? Eu engoli seco. — Ou… — ele continuou, sem piscar. — você entra de vez nesse carro, bota o cinto, e deixa eu te tirar daqui. Eu respirei fundo, sentindo o coração bater no pescoço. Não respondi na hora. Fiquei só olhando pra frente, pra rua cheia, pro baile lá em cima, pro gin ainda fazendo cócega no meu estômago, e depois voltei a olhar pra ele. Eu não sabia o que responder. Nem sabia o que sentir. Só sabia que aquele homem ali dentro do carro conseguia mexer comigo mais do que eu deixava qualquer um mexer.

