Davi Narrando - continuação Seguimos. O cara é bom. Isso eu não tiro. Tem técnica, tem paciência. Só que hoje ele tava didático demais pra ela. E eu via. Entre cada instrução minha, uma gracinha pedagógica pra Isabela; entre uma contagem e outra, um “quando você voltar pra faculdade…”; entre um ajuste de ombro e um alongamento, um “você tem toque clínico”. Eu já entendi o roteiro. — Isa, vem aqui de novo, por favor. — ele chamou. — Segura a patela enquanto eu guio, só pra ele não travar a coxa. Isso, assim. Você sente esse tremor? É ótimo, é sinal de recrutamento. Ela sorriu, feliz de aprender. É o que ela é: movida a descobrir como ajudar. E sentindo a mão dela firme em mim, confesso, metade de mim queria que a sessão durasse três horas. A outra metade queria o Caio fora do meu quarto

