ISABELA NARRANDO Quando o chefe fez aquele sinal discreto com a mão, perguntando se podia servir o prato principal, eu respirei fundo e assenti. Tava tudo sob controle. Pelo menos era o que eu achava. Os pratos começaram a chegar, um por um, sendo colocados com cuidado na mesa. O cheiro não era r**m… mas também não era o cheiro que eu esperava. Quando o prato foi colocado na minha frente, meu estômago deu um nó imediato. Eu olhei. Olhei de novo. E pensei: não é possível. Virei devagar o rosto pro Davi. Ele também tava olhando pro prato, com aquela expressão fechada, silenciosa, de quem entendeu na mesma hora que tinha algo errado. Do outro lado, a Dona Helena percebeu nossa troca de olhar e franziu a testa, confusa. Antes que alguém dissesse qualquer coisa, a Dona Lúcia já tinha com

