ISABELA NARRANDO Eu olhei para o Davi e, por um momento, não vi o homem que tinha me feito perder o fôlego na cama horas antes. Vi um menino mimado, acuado e explodindo de uma insegurança que ele tentava camuflar com arrogância. Minhas mãos foram para a cintura por puro instinto, enquanto eu tentava controlar a vontade de gritar até minhas cordas vocais falharem. Respirei fundo, sentindo o ar queimar no peito, e fixei meus olhos bem dentro dos dele. Eu não ia desviar. Eu não ia abaixar a cabeça. — Então é isso? — perguntei, a voz saindo mais calma do que eu realmente estava por dentro. — Você hoje não vai fazer a fisioterapia? Davi soltou uma risada seca, sem um pingo de humor, e apertou os aros da cadeira como se quisesse esmagá-los. — Nem hoje, nem amanhã e nem depois. Eu já falei, I

