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DAVI NARRANDO Essa vagabunda tá achando que eu sou o****o. Eu sentia o sangue pulsando na minha têmpora, a mandíbula travada, o peito subindo e descendo rápido. A Bianca subiu a escada como se fosse dona da casa, depois de ter ouvido tudo o que eu falei — e mesmo assim teve coragem de fazer graça, de debochar, de fingir que eu era louco. Era incrível como ela conseguia transformar qualquer situação num teatro onde só ela era a vítima. — Essa vagabunda… — eu rosnei baixo, controlando a respiração. — Tá achando que eu sou algum merda, p***a. Eu aqui, ó… quieto esse tempo todo. Deixando ela gastar meu dinheiro, fazer o que quer, sair e entrar da forma que quer, e ainda acha que vai continuar me fazendo de corno manso. Minha mãe botou a mão no meu ombro, como se tentasse me manter no chão.

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