DAVI NARRANDO Eu saí com o carro rindo sozinho. Rindo mesmo. Não de deboche — de carinho. O ciúme da Isabela é um negócio que mistura graça com perigo. É fofo até certo ponto… depois vira terremoto emocional nível oito na escala Richter. Eu ainda tava dentro do condomínio quando ela ligou. Olhei pro painel, vi o nome dela piscando e já sorri antes mesmo de atender. — Já chegou na empresa? — ela perguntou, daquele jeito rápido demais pra quem finge tranquilidade. — Quase chegando, amor — respondi, jogando o carro pra direita. — Tá precisando de alguma coisa? Do outro lado da linha, a voz dela mudou. Ficou mais baixa. Mais manhosa. Mais Isa. — Volta pra casa… Eu ri alto, sozinho no carro. — Isabela… para de graça. — Não tô de graça — ela rebateu. — Tô com saudade. — Amor, aproveita

