DAVI NARRANDO A gente entrou no saguão do hotel, e eu senti a Isabela encolher do meu lado. Ela tava linda pra c*****o — vestido colado marcando cada curva, salto alto que até fazia eco no chão de mármore, cabelo preso no alto daquele jeito que deixava o pescoço dela exposto, boca nova brilhando de gloss. Só que ao invés de desfilar… ela parecia se esconder. — As pessoas vão achar que eu sou o quê aqui dentro? — ela murmurou baixo, quase sem mexer a boca. — Eu tô parecendo… sei lá… acompanhante de luxo. Olha minha roupa, meu salto, minha maquiagem, minha marquinha de biquíni… Ela olhava pros lados como se todo mundo estivesse julgando. Eu dei uma risada curta. — E não era EXATAMENTE assim que você tava lá no baile? — falei baixinho, olhando pra ela de lado. — Ou lá pode e aqui não pode

