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ISABELA NARRANDO Na hora que ele entrou naquela sala de exame e a porta fechou atrás da cadeira dele, foi como se o hospital inteiro tivesse ficado mais frio. Aquele corredor enorme, branco demais, silencioso demais, parecia não acabar nunca. Eu fiquei ali em pé, abraçada em mim mesma, tentando manter a cabeça no lugar enquanto o coração batia rápido demais. O Davi saiu de perto de mim com aquela cara fechada de dor que ele tenta esconder, mas que eu já aprendi a reconhecer. Não é só físico. É medo misturado com orgulho. É aquele pavor silencioso de quem acha que já perdeu coisa demais pra perder mais uma. Sentei numa daquelas cadeiras duras do corredor e peguei o celular. A primeira coisa que pensei foi falar com a Kelly, mas quando olhei a hora… não. Aquela hora quem estaria acordada

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