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ISABELA NARRANDO Eu ainda tava tentando entender aquele mundo inteiro quando resolvi puxar assunto. Talvez pra distrair a cabeça, talvez pra acalmar o coração que ainda batia rápido demais. O avião já tava estável, luz baixa, aquele silêncio elegante de primeira classe, gente que fala baixo, taça de cristal, tudo caro demais pra parecer real. Eu segurava a mão do Davi com força, como se aquilo me ancorasse ali. — Posso te perguntar uma coisa? — falei baixo. Ele virou o rosto pra mim, aquele sorriso tranquilo de quem parece ter tudo sob controle. — Sempre. Respirei fundo. — Você tem um sonho? Tipo… um sonho de verdade. Ele não respondeu na hora. Olhou pra frente, depois pra própria perna, depois voltou pra mim. Não teve drama. Não teve vitimismo. Só verdade. — Tenho. — disse simple

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