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ISABELA NARRANDO Eu já tinha reparado. Não foi de hoje, nem foi exagero meu. Era o jeito que o Davi olhava pro celular, aquele meio segundo a mais antes de bloquear a tela, a expressão mudando rápido demais. Eu conheço ele. Conheço o silêncio, conheço o olhar distraído, conheço quando algo passa pela cabeça dele e ele finge que não é nada. Mas eu não falei nada. Até o celular dele vibrar de novo. Eu tava sentada no sofá, com as pernas dobradas, mexendo no meu celular, quando vi pelo reflexo do vidro da mesa: Fábio. O nome piscou ali, claro como o dia. Olhei de canto, fingindo desinteresse, mas meu radar interno já tinha ligado. Ele atendeu. — Fala, irmão. Parei de digitar. Só escutando. — Almoçar? — ele repetiu, rindo. — Tá maluco? Vou nada, tô com a Isabela. Dei um sorrisinho de

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