Assenti, ainda meio aérea. Por dentro, minha cabeça tava longe dali. O envelope. O resultado. A palavra que eu ainda não tinha coragem de dizer nem pra mim mesma em voz alta. Fechei o saquinho com cuidado. — Tá tudo perfeito — falei, sincera. — Obrigada. Elas sorriram, satisfeitas, e voltaram ao trabalho, dobrando, acomodando, fechando malas que pareciam mais cofres de tão bem feitas. Cada peça tinha um lugar. Cada detalhe, um motivo. Sentei na beira da cama e observei em silêncio. Luxo. Organização. Viagem. Um mundo inteiro sendo preparado pra mim… enquanto dentro de mim tinha uma coisa completamente fora de controle, pedindo tempo. Não contei pra ninguém. Nem pra elas. Nem pro Davi. Ainda não. Quando uma delas perguntou se eu queria acrescentar algo pessoal na mala, só balancei a c

