Fui empurrado até a minha poltrona. Aquilo ali não é assento. É quase uma cápsula. Larga, reclina toda, vira cama, espaço de sobra pra perna, pra braço, pra tudo. Luxo pensado pra quem não aceita desconforto. Transferência de novo. Tranquila. Sem pressa. A Isabela sentou do meu lado logo depois. Olho brilhando, mas tentando fingir costume. — Isso aqui… — ela sussurrou. — Parece mentira. Sorri de canto. — É só o começo. Guardaram a minha cadeira sem drama. Tudo combinado, etiquetado, protegido. Nada de descaso. Primeira classe não erra nesses detalhes. A comissária voltou com duas taças. — Champanhe antes da decolagem? Olhei pra Isabela. — Pode ser — falei. Ela segurou a taça com cuidado, como quem ainda não acredita que aquilo é real. Cristal fino, bebida gelada, bolhas subindo

