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682 Words

Eu percebi que tinha um lugar onde eu queria ficar. E esse lugar era exatamente onde ele me segurava. Mas mesmo assim, eu suspirei, virei o rosto pra ele e falei: — Deixa eu levantar… só um pouquinho. Antes que alguém abra essa porta e me veja desse jeito. Ele fechou os olhos, respirou fundo no meu pescoço… e finalmente afrouxou o braço, mas bem devagar, como quem entrega algo valioso contra a própria vontade. — Vai lá, chata… — ele resmungou. — Mas volta. E eu sorri, porque eu ia voltar. Ia voltar sem nem pensar. Eu saí do banheiro já arrumada, tentando agir NATURAL como se eu não tivesse passado a noite INTEIRA dormindo agarrada no dono da casa, como se eu não tivesse beijado ele, tocado ele, feito ele gozar depois de MESES sem encostar em ninguém. Como se estivesse tudo normal.

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