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736 Words

Peguei a bandeja do café com cuidado, respirando fundo, e caminhei direto pelo corredor até o quarto dele. Quanto mais eu chegava perto, mais meu estômago virava de ponta-cabeça. Eu bati na porta bem baixinho. — Entre — ele respondeu com a voz ainda rouca de sono. Aquela voz que me dava problema desde ontem. Eu entrei. E ele… estava lindo. Sentado na cama, encostado nos travesseiros, o cabelo bagunçado, barba por fazer, e aquela expressão de homem que ainda não decidiu se vai mandar o dia se f***r ou se vai mandar o mundo inteiro se curvar pra ele. Ele me olhou de cima a baixo.. Eu quase travei. Fiquei ali segurando a bandeja, tentando fingir que eu não tinha percebido o olhar dele. Aí ele ergueu a sobrancelha: — Bateu na porta por que? Não entendi. — Trouxe seu café… — murmurei,

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