ISABELA NARRANDO Eu sentei do lado dele naquela mesa enorme, tudo muito chique, talher que eu nem sabia pra que lado começava, garçom falando baixo, puxando a cadeira do Davi com o maior cuidado do mundo, ajeitando tudo como se ele fosse um rei. E ele é, né. Só que eu ali totalmente fora do meu habitat. O Davi abriu o cardápio com a maior naturalidade do mundo, passando as páginas como quem escolhe pão na padaria. — A gente pode comer isso aqui… — ele falou, apontando pra um prato com um nome gigantesco em francês. Eu me inclinei pra olhar melhor, franzi a testa e soltei, sem filtro nenhum: — Davi… eu não faço ideia do que é isso. Ele riu de canto. — É risoto de cogumelos selvagens com parmesão trufado e redução de vinho branco. Eu arregalei o olho. — Meu Deus do céu… não tem arro

