Ele já tava comendo com vontade, enchendo o garfo sem cerimônia nenhuma, batata, arroz, feijão, bife, tudo junto. Nem parecia o mesmo homem do restaurante caro de mais cedo. A Helena olhava, divertida. — Isabela, tá uma delícia — ela disse. — Eu vou repetir. — Viu? — falei orgulhosa. — Comida simples não tem erro. Eu já ia levantar quando percebi. — Juuu! — chamei alto. — Traz a farofa e a Coca, que eu esqueci! O Davi parou no meio da mastigada e me olhou como se eu tivesse falado outra língua. — Farofa… e Coca-Cola? — Claro — respondi, como se fosse óbvio. — Ou você quer almoçar tomando vinho? A Helena deu uma risadinha. — Ele vai surtar. Eu virei pra ele, provocando: — Davi… você já comeu mexido? — Que que é isso? — ele perguntou, sério de verdade. Eu arregalei o olho, choca

