Empurrei a cadeira com fúria pra varanda de vidro. Fiquei ali, olhando pro condomínio, pro sol lá fora que parecia um deboche com o meu humor. Eu tava tremendo de raiva, uma mistura de ciúmes possessivo com aquela insegurança maldita que eu tentava enterrar todo dia. Ouvi a porta abrir. Não precisei olhar pra saber que era ela. O cheiro dela chegou antes, mas dessa vez, em vez de me acalmar, só me deixou mais puto. — Davi, que palhaçada foi aquela lá embaixo? — a voz dela veio carregada, irritada. — Você foi um grosso com o Caio, ele é um profissional, tava aqui pra te ajudar! Girei a cadeira de uma vez, os olhos pegando fogo. — Profissional o c*****o, Isabela! Você acha que eu além de aleijado sou cego? O cara tá seco pra te comer desde o primeiro dia e você lá, dando corda, aceitando

