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E não era nem só pelas coisas pra mim, não. Eu entrei numa vibe absurda. Comecei a comprar coisa pra Kelly também — uma bolsa linda, um vestido que era a cara dela, um sapato que eu sabia que ela ia amar. Ela ficava rindo, falando que eu tinha enlouquecido, e eu respondia que era só gratidão acumulada. Depois entrei numa loja masculina e pronto. Vi camisa, calça, jaqueta, tênis… tudo com a cara do Davi. Fiquei imaginando ele usando, escolhendo mentalmente o que ia combinar com o quê, pensando no corpo dele, no jeito dele. Peguei um monte de coisa. Um monte mesmo. Aí lembrei da minha mãe. Entrei em outra loja e comprei roupa pra ela também. Blusa, vestido simples e bonito, coisa confortável, do jeito que ela gosta. Nessa hora, bateu até um aperto no peito, mas um aperto bom. De poder dar.

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