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711 Words

Eu franzi a testa, ajeitei o quadril, tentei mudar a posição. Não adiantou. A pressão só cresceu. — Mãe… — chamei, sem querer chamar. — Tá… esquisito aqui. Ela veio na hora, com aquele olhar preocupado que eu já estava começando a detestar. — Como assim esquisito, meu filho? — Sei lá… — murmurei. — Uma pressão. Aqui embaixo. Estranho. Ela deu um passo pra frente, abriu a boca pra falar alguma coisa e eu senti. Não o xixi descendo, não a vontade vindo, não aquele aviso automático do corpo. Nada disso. Senti só o calor. Um calor rápido, inesperado, úmido. Senti a bermuda grudando, a umidade espalhando, escorrendo pelas laterais da cadeira. E eu congelei. Não deu tempo de pensar. Não deu tempo de pedir ajuda, não deu tempo de nada. Simplesmente aconteceu e saiu naturalmente, incontroláv

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