— Vamos colocar a cueca, senhor Davi — ela disse num tom neutro. Eu ergui o quadril com a ajuda dela, odiando cada segundo daquilo. Ela vestiu a cueca devagar, depois uma bermuda de moletom leve. — E a camisa? — ela perguntou. — Eu vou ficar sem. — Minha voz saiu seca, firme. — Tá calor. Ela assentiu sem argumentar. Uma coisa que eu apreciava nela: não insistia, não tentava filosofar, não dava opinião onde não devia. Apenas fazia o trabalho dela. Me colocou de volta na cadeira, e logo em seguida me levou até a cama. Eu me ajeitei como consegui, deitando devagar, apoiando a cabeça na cama king que agora parecia gigante demais pra mim. — Eu vou buscar algo para o senhor comer — disse Rose, arrumando o lençol ao lado. — Vai — murmurei, sem olhar pra ela. Ela saiu, fechando a porta dev

