HELENA NARRANDO Eu cheguei naquela casa com o coração batendo de raiva. Raiva misturada com medo, com lembrança r**m, com aquele nó antigo no peito que nunca mais desatou desde o dia do acidente. Estacionei o carro de qualquer jeito, desci batendo a porta e entrei sem nem cumprimentar ninguém. A casa tava silenciosa demais pra quem devia estar dando satisfação há horas. Passei a noite inteira vendo aqueles stories malditos. Primeiro ele dirigindo. Depois ele bebendo. Depois ele bebendo de novo. Depois aquela mesa cheia, mulher passando atrás, clima de bar, de noite longa. E tudo isso passou igual um filme na minha cabeça, mas não um filme qualquer. Um filme que eu já conhecia o final. Um filme que eu vivi na pele. — Não é possível… — eu falei sozinha, andando de um lado pro outro na sa

