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Davi Narrando Peguei a malinha de mão, pequena, de couro macio, dessas que custam mais do que muito carro por aí só com o essencial. Documento, relógio reserva, carregadores, um casaco leve. O resto já tava no porta-malas, organizado por quem vive disso. Tudo no lugar. Tudo fácil. Ela apareceu na porta do quarto já pronta. Roupa de viagem simples pra quem olha de fora, absurda pra quem conhece preço: calça confortável de tecido nobre, blusa macia, tênis bonito, limpo, caro. Do jeito que eu gosto. Do jeito que ela fica linda sem esforço. — Pronta? — perguntei. Ela assentiu, meio nervosa, meio animada. Fomos pro elevador juntos. A porta fechou devagar, aquele silêncio de casa grande antes de partir. Eu encostei a cadeira de leve, ela ficou do meu lado, segurando a alça da bolsa como que

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