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ISABELA NARRANDO Quando o silêncio tomou o quarto, não foi um silêncio vazio. Foi um silêncio vivo, pesado, cheio de tanta coisa que eu sentia que, se respirasse errado, alguma parte de mim ia desabar ali mesmo. Eu fiquei olhando pro Davi, pro jeito como ele me encarava como se enxergasse além da roupa, além da maquiagem, além da marquinha de biquíni, além da Isabela que eu achava que era. Ele olhava pra mim como se me conhecesse antes mesmo de eu ter a chance de entender quem eu estava me tornando. E aquelas palavras tudo o que ele tinha jogado na minha cara desde dentro do carro na subida da Rocinha até ali, naquele quarto que parecia cenário de filme ecoavam dentro do meu peito como se alguém tivesse sacudido meu mundo e colocado tudo no lugar errado… ou talvez finalmente no lugar ce

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